É o primeiro dia de aula. Há uma euforia no ar, uma sensação de novidade. Muitos já se conhecem, mas, para alguns, trata-se de um ambiente novo. Independentemente disso, para todos é inevitável aquele misto de ansiedade e de empolgação no instante em que a aula começa – para os professores, para os alunos ou para nós, autores de material didático.

Não são apenas alunos e professores que passam pelas emoções existentes diariamente na escola. Ao escrevermos um material didático sentimos desde aquele frio na barriga que os alunos sentem em dias de prova até a preocupação e o cuidado que os professores experimentam ao prepararem uma aula. Mesmo distantes fisicamente da sala de aula, ela é uma presença frequente em nosso trabalho, é a nossa referência. Mesmo sem conhecermos pessoalmente alunos e professores, eles estão próximos de nós, povoando o nosso horizonte, sendo o norte do nosso trabalho.   

Quando escrevemos um material didático, buscamos, simultaneamente, assumir o ponto de vista dos alunos e a perspectiva dos professores. Em relação aos alunos, temos de despertar o interesse e a curiosidade deles diante do conteúdo e, também, compreender as possíveis dificuldades que eles venham a ter com essas informações. Considerando o trabalho dos professores, precisamos dar a eles uma base consistente, que forneça não apenas apoio para o seu dia a dia na escola, mas também a possibilidade de usarem a criatividade para expandir o material didático, enriquecendo o conteúdo a ser trabalhado em sala de aula.

Da escolha do texto à orientação didática, da criação de exercícios à sugestão de atividades, procuramos fazer parte dessa relação única que existe entre alunos e professores. Por meio do material didático que produzimos, tornamo-nos colegas de classe dos alunos, companheiros de trabalho dos professores, e nos fazemos presentes – em diferentes formas, cores e conteúdos – todos os dias nas escolas.