Sobre a orientação pedagógica na autoria de material didático

O professor é a figura que acolhe os alunos em sala de aula, administra as discussões, as diversidades, responde aos questionamentos – o mais criativos possível – e faz a conexão entre o material didático e o estudante. Escrever a orientação pedagógica, nesse sentido, é sempre um desafio à parte.

Nesse momento, é comum que o autor se transponha a aulas imaginárias nas escolas que receberão nosso material. Quais questionamentos podem ser realizados? O que os alunos, provavelmente, conhecem, em seu universo, que os ajudaria a discutir os temas tratados? Quais suportes a escola pode proporcionar que seriam úteis para estudar os assuntos abordados?

Ora, sabemos que cada professor, cada escola, cada turma e cada aluno apresenta uma realidade diferente e, em virtude dessas e de outras variantes, a dinâmica em sala de aula é sempre imprevisível. Escrever orientação didática, portanto, é procurar antecipar todas as diversas situações possíveis em sala de aula e estar ciente de nossa eterna imperfeição, que é impulso à criação de melhores materiais sempre. Escrever direcionado ao professor é produzir para nosso colega na missão de educar, é responder a questionamentos que o docente não terá a oportunidade de nos fazer, mas que ansiamos por responder. Nossas orientações pedagógicas bem desenvolvidas e elaboradas, nesse sentido, revelam nossa eterna pretensão de sermos os melhores auxiliares possíveis daquele que encontra os desafios de lecionar em seu cotidiano, o professor.